Impacto da pandemia por COVID-19 sobre a dispensação de antimicrobianos e a resistência microbiana
Resumo: Uma consequência potencial da pandemia por COVID-19 é a propagação, a longo prazo, da resistência microbiana aos antimicrobianos no ambiente hospitalar, resultante do aumento da exposição do paciente a antimicrobianos, frequentemente empregados de maneira inadequada na terapia empírica e profilática. Por outro lado, a interrupção simultânea dos cuidados rotineiros de saúde e o acesso da população não-COVID-19 a hospitais ou unidades de pronto atendimento poderia potencialmente reduzir o uso geral de antimicrobianos. Após o aumento global inicial nos casos de COVID-19, são esperados novos surtos até que medidas de controle, como a vacinação, sejam introduzidas. Enquanto isso, é vital que o acesso aos antimicrobianos e a vigilância da resistência aos antimicrobianos continuem sendo realizadas nos hospitais dedicados ou não ao enfrentamento da COVID-19. Além disso, os atrasos nas cirurgias eletivas e na terapia do câncer aumentarão a pressão no SUS, potencialmente levando a necessidades prolongadas de assistência médica e aumento do uso de antimicrobianos. Portanto, é necessário considerar as consequências da pandemia da COVID-19 nos planos de ação da Secretaria de Saúde do Espírito Santo para o controle da resistência aos antimicrobianos. Assim, nosso objetivo é investigar o potencial impacto da pandemia por COVID-19 no uso de antimicrobianos e na resistência microbiana. Trata-se de estudo ecológico descritivo incluindo dados de dispensação de antimicrobianos e de resistência microbiana a partir de março de 2018 até fevereiro de 2022, computando 4 anos de investigação. Os dados serão obtidos à partir dos relatórios de dispensação de antimicrobianos emitidos pelas farmácias centrais dos hospitais participantes do estudo e relatórios do perfil de microrganismos e de susceptibilidade aos antimicrobianos emitidos pelas CCIHs ou laboratórios de microbiologia dos referidos hospitais. Os dados referentes aos quatro anos de monitoramento serão organizados em planilhas para análises descritivas e poderão ser agrupados por trimestres, gerando 8 períodos amostrais antes da pandemia e 8 períodos amostrais após a pandemia. Para determinar se houve alteração no consumo de antimicrobianos, no perfil de microrganismos isolados e de resistência antes e após a pandemia será realizado o teste t para amostras pareadas.
Data de início: 01/09/2020
Prazo (meses): 54
Participantes:
| Papel |
Nome |
|---|---|
| Aluno Mestrado | BRUNELA SANTANA |
| Aluno Mestrado | MARIA LUIZA SCARDUA PEREIRA |
| Aluno Mestrado | RONALDO OLIVEIRA PANTOJA |
| Coordenador | KÊNIA VALÉRIA DOS SANTOS |
| Pesquisador | SARAH GONCALVES TAVARES |
