Uso de redes sociais online e de medicamentos psicoestimulantes entre universitários capixabas
Nome: ANNY REZENDE DE JESUS
Data de publicação: 03/06/2026
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| DYEGO CARLOS SOUZA ANACLETO DE ARAUJO | Examinador Interno |
| JULIANA BARBOSA COITINHO GONCALVES | Presidente |
| LORENA ROCHA AYRES | Examinador Externo |
Resumo: Introdução: O uso problemático das redes sociais (PSMU) tem causado prejuízos emocionais, cognitivos, acadêmicos e interpessoais. Somados à pressão acadêmica por produtividade e competitividade, esses fatores têm contribuído para o uso de psicoestimulantes. Porém, o uso irracional dessas substâncias pode provocar eventos adversos, abuso e dependência. Objetivo: Investigar o uso problemático de redes sociais e do uso de psicoestimulantes entre estudantes universitários e examinar possíveis associações entre esses comportamentos. Métodos: Este estudo quantitativo, observacional e transversal foi realizado com estudantes de graduação de instituições públicas do Espírito Santo, com 18 anos ou mais. Os dados foram coletados por questionário anônimo e autoaplicável no Google Forms, avaliando uso de mídias sociais, psicoestimulantes e informações sociodemográficas e acadêmicas. As associações entre as variáveis foram analisadas pelo teste qui-quadrado (p < 0,05) e regressão logística binária. Resultados: 56,7% dos estudantes apresentaram PSMU. 13,7% deles declararam que usam/usavam psicoestimulante, sendo 55,1% por automedicação. O PSMU (ORaj = 2.557; 95% CI: 1,326 - 4,928; p = 0.005) e a alta exposição a conteúdos relacionados à saúde mental (ORaj = 1.896; 95% CI: 1,037 - 3,466; p = 0.038) estiveram associados ao autodiagnóstico de TDAH através das redes, da mesma forma esse autodiagnóstico de TDAH (ORaj = 2.236; 95% CI: 1,061 - 4,713; p = 0.034), assim como o baixo desempenho acadêmico (ORaj = 2.268; 95% CI: 1,157 - 4,446; p = 0.017), estiveram associados ao uso de psicoestimulantes. Conclusão: Os resultados do estudo sugerem que pode haver uma relação indireta entre o uso problemático de mídias sociais e o uso de psicoestimulantes, com potenciais impactos na saúde física e mental dos alunos, destacando-se como um problema de saúde pública.
