Perfil clínico e farmacoterapêutico de pacientes diagnosticados com Covid-19 e atendidos em um hospital universitário
Nome: GEIZA ALMEIDA LOUREDO DOS SANTOS
Data de publicação: 17/12/2024
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| KERILIN STANCINE SANTOS ROCHA | Examinador Interno |
| LORENA CARNIELLI QUEIROZ | Coorientador |
| LORENA ROCHA AYRES | Presidente |
| MARIANA LINHARES PEREIRA | Examinador Externo |
Resumo: Introdução. A pandemia de covid-19 contribuiu para a investigação de diversos agentes terapêuticos, com o intuito de avaliar sua eficácia clínica no manejo da doença. Pesquisas concentraram-se a identificar fármacos já conhecidos que pudessem oferecer benefícios no tratamento da covid-19, buscando tanto sua utilidade clínica, quanto a possibilidade de aplicação em contextos emergenciais e hospitalares. Isso também impulsionou a condução de estudos clínicos e epidemiológicos com o objetivo de aprimorar a assistência ao paciente. Objetivo. Analisar o perfil clínico e farmacoterapêutico de pacientes internados com covid-19 e atendidos em um Hospital Universitário. Método. Trata-se de um estudo transversal, retrospectivo, por meio da coleta dos dados de prontuário eletrônico dos pacientes, acima de 18 anos, hospitalizados entre 01 de janeiro de 2020 a 31 de agosto de 2021, em um Hospital Universitário do Espírito Santo. Foram realizadas a caracterização do perfil sociodemográfico, clínico e farmacoterapêutico dos pacientes com covid-19 hospitalizados. Os parâmetros clínicos foram avaliados na admissão e no desfecho e foi analisada a associação entre os fatores sociodemográficos e clínicos e o uso de medicamentos reposicionados no tratamento da covid-19. Resultados. O número de pacientes internados com covid-19 foi maior no sexo masculino (51,5%), com idade média 56,2 anos. Observou-se que a hipertensão arterial foi a comorbidade mais frequente (55,6%). A mediana de tempo de internação dos pacientes foi de oito dias, variando de quatro a 16 dias. A dispneia foi a manifestação clínica mais frequente. Durante o tempo de internação, 37,9% dos pacientes necessitaram de oxigenoterapia não invasiva. Cerca de um terço dos pacientes (33,8%) evoluiu para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A maioria dos pacientes (97%) fez uso de polifarmácia. Um total de 96 medicamentos diferentes foram prescritos a partir da admissão hospitalar. Fármacos foram redirecionados para covid-19, sendo a enoxaparina o medicamento mais utilizado (81,8%). A análise revela uma correlação significativa entre a presença de comorbidades e o uso de medicamentos redirecionados. Menos de 10% de pacientes com covid-19 foram a óbito e os pacientes que faleceram tinham média de idade de 65,2 (DP 14,1). Conclusão. Este estudo mostra a importância de uma abordagem individualizada no tratamento da covid-19. Essa abordagem deve considerar não apenas a infecção viral, mas também as condições pré-existentes dos pacientes. Os dados obtidos indicam que a escolha dos medicamentos redirecionados para a covid-19 está alinhada com as diretrizes emergentes estabelecidas para o manejo clínico da doença.
