Estudo químico e avaliação das atividades biológicas de Eugenia pruniformis Cambess (Myrtaceae)
Nome: FERNANDA LEITE PEREIRA MARTINS
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 12/03/2020
Orientador:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| CLAUDIA MASROUAH JAMAL | Orientador |
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| ÁLVARO CUNHA NETO | Examinador Externo |
| CLAUDIA MASROUAH JAMAL | Orientador |
| RITA DE CÁSSIA RIBEIRO GONÇALVES | Examinador Interno |
Resumo: O Brasil é um dos países com maior biodiversidade mundial. Sendo a família Myrtaceae uma das mais representativas como espécies nativas brasileiras. No Espírito Santo são encontradas 52 espécies nas regiões de vegetação de restinga dos municípios de Conceição da Barra e São Mateus, dentre estas, Eugenia pruniformis conhecida popularmente como azeitoninha da praia. Os estudos quanto a sua composição química e atividades biológicas ainda são escassos. O objetivo deste trabalho foi avaliar o perfil químico e as atividades antioxidante, trombolítica e inibição das enzimas α-glicosidase, α-amilase e tirosinase do extrato das folhas de E. pruniformis. O perfil químico foi avaliado através da realização de prospecção fitoquímica preliminar, quantificação das classes químicas majoritárias e técnicas usuais de fracionamento e/ou purificação. Para biomonitoramento das atividades biológicas o extrato etanólico das folhas de E. pruniformis (EEPP) foi submetido ao processo de partição com o objetivo de obtenção das frações acetato de etila (FAcetEP) e aquosa (FAEP). A capacidade antioxidante foi mensurada frente aos radicais sintéticos DPPH e ABTS. A atividade trombolítica avaliou a capacidade do extrato em promover a lise do coágulo e as atividades de inibição das enzimas α- amilase, α-glicosidase e tirosinase foram avaliadas utilizando métodos espectrométricos. A análise fitoquímica preliminar de EEEP indicou a presença de flavonoides, alcaloides, taninos, cumarinas e esteroides. Algumas frações obtidas foram submetidas à análise por CG-MS e foram identificados: Óxido de cariofileno, Globulol, Espatulenol, δ-Cadinol, α-Eudesmol, β-Eudesmol, γ-Muuroleno, Cadina- 1,3,5-trieno, Cariofileno, α-Selineno, Friedelina, Cholesta-4-6-dieno-3-ol, (3β), Estigmasta-3,5-dieno-7-ona e γ-Sitosterol. Por meio de técnica unidimensional de RMN, foram identificados: α-amirina, β-amirina, acetato de α-amirina, acetato de β- amirina e β-sitosterol. Como resultado das atividades biológicas, EEEP promoveu 14,41% de lise dos coágulos enquanto o padrão estreptoquinase apresentou 50,12%. Para a avaliação da atividade de captura do radical ABTS, EEPP, FAcetEP e FAEP demonstraram CE50 de 2,71, 1,78 e 11,88 μg/mL, respectivamente enquanto o padrão TROLOX apresentou CE50 de 0,79 μg/mL. Para o ensaio de inibição da α- glicosidase EEEP, FAcetEP e FAEP apresentaram CE50 de 20,69, 14,35 e 2,79 μg/mL, respectivamente enquanto o controle positivo Acarbose demonstrou CE50 de 1607 μg/mL. E para o ensaio sobre a α-amilase EEEP e a FAEP apresentaram CE50 de 6,92 e 5,53 μg/mL respectivamente e o controle positivo Acarbose apresentou CE50 de 1,41 μg/mL. Pode-se observar que Eugenia pruniformis e suas frações apresentaram atividade antioxidante e promissora atividade de inibição frente as enzimas α-glicosidase e α-amilase. O presente trabalho relatou pela primeira vez, aspectos químicos e biológicos dessa espécie direcionando novas investigações para a elucidação dos mecanismos de ação envolvidos pelas atividades biológicas desempenhadas.
Palavras chaves: Eugenia pruniformis, Fitoquímica, Inibição enzimática.
