Avaliação da influência do acompanhamento farmacoterapêutico e da terapia insulínica sobre a qualidade de vida, adesão ao tratamento e estresse oxidativo em pacientes com Diabetes Mellitus Tipo 2
Nome: ANGÉLICA MARCHESI LIRA MERIGUETE
Tipo: Dissertação de mestrado acadêmico
Data de publicação: 29/06/2018
Orientador:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| RITA DE CÁSSIA RIBEIRO GONÇALVES | Orientador |
Banca:
| Nome |
Papel |
|---|---|
| DANIELA AMORIM MELGAÇO GUIMARÃES DO BEM | Coorientador |
| ELIANA ZANDONADE | Examinador Externo |
| RITA DE CÁSSIA RIBEIRO GONÇALVES | Orientador |
Resumo: As práticas de Atenção Farmacêutica no Brasil estão estruturadas de forma a promover a adesão à terapia e qualidade de vida, especialmente relevantes no contexto do diabetes mellitus tipo 2 (DM2), que representa um crescente problema de saúde pública mundial. Trata-se de uma desordem metabólica crônica caracterizada pelo aumento no estresse oxidativo, que é relacionado ao aparecimento das suas principais complicações. O DM2 está relacionado à tratamentos longos e complexos, que somado a presença de comorbidades e complicações interferem negativamente sobre a capacidade de cumprimento da terapia. Há relatos na literatura de que a aplicação dos serviços de atenção farmacêutica trouxe benefícios sobre o controle metabólico e melhora da adesão à terapia de indivíduos com diabetes tipo 2. Neste trabalho foi avaliado se o acompanhamento farmacoterapêutico realizado por seis meses em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 interfere no controle metabólico, adesão ao tratamento, qualidade de vida e em níveis de espécies pró e antioxidantes, além da influência da terapia com insulina sobre esses parâmetros. A coleta dos dados foi realizada antes e após os seis meses de acompanhamento. 75 pacientes completaram o estudo, 44 indivíduos no grupo sem insulinoterapia e 31 no grupo em utilização de insulina. Após o acompanhamento, foi observada uma melhora significativa da adesão ao tratamento nos dois grupos avaliados. De forma semelhante, houve incremento estatisticamente significante nas pontuações dos domínios de qualidade de vida, exceto para o domínio físico do grupo com insulinoterapia. Nos parâmetros de estresse oxidativo avaliados, houve uma diminuição dos níveis de óxido nítrico em ambos grupos e aumento da concentração de superóxido dismutase para o grupo com insulinoterapia. Estes resultados mostram que o acompanhamento farmacoterapêutico proposto influenciou positivamente na adesão à terapia, qualidade de vida e nos níveis de estresse oxidativo e, portanto, pode contribuir para postergar o aparecimento das principais complicações crônicas da doença.
Palavras-chave: Atenção farmacêutica, adesão medicamentosa, qualidade de vida, óxido nítrico, superóxido dismutase.
